domingo, 15 de julho de 2018

Servidor DLNA no Debian

Servidor DLNA no Debian


Um servidor DLNA é um dispositivo que disponibiliza arquivos multimídia para que possam ser reproduzidos em qualquer equipamento compatível que esteja conectado à rede. Hoje em dia pode parecer que não há muito sentido usar um servidor desse tipo já que PCs e notebooks modernos tem saídas de vídeo que podem ser ligadas diretamente nas smarttvs e que as TVs de hoje possuem entrada USB para reproduzir uma série de arquivos do tipo. E além disso, empresas podem querer disponibilizar arquivos de áudio, vídeo e tal para poder rodar em todos os dispositivos conectados na empresa e não só em apenas uma televisão.

No caso de formatos de arquivos de vídeo, por exemplo, muitas TVs não conseguem reproduzir arquivos MKV ou mesmo MOV e RMVB. Há também problemas como uma TV cuja entrada de vídeo já está conectada a um DVD Player ou videogame e pra poder ligar o PC ou notebook nela tem que tirar o cabo e colocar outro. Bom, há outras situações mas vou deixar pra lá, eu precisei fazer um servidor do tipo para algumas situações do gênero e estou postando aqui.

Vamos instalar então o programa MiniDLNA, que é um servidor de mídia via linha de comando, mas não precisa se preocupar pois, depois de configurado, basta esquecê-lo que ele fica lá na função dele. Abra o Terminal e digite:

sudo apt-get install minidlna <ENTER>

Ao final da instalação vamos editar dois arquivos. Mas primeiro crie a pasta que você vai colocar os seus arquivos na sua pasta de usuário ou defina um disco externo para tal. Eu vou fazer com a pasta na própria máquina. Nas minhas instalações, defini a pasta Vídeo como a pasta para arquivos de vídeo e Música para áudio, mas você pode configurar o programa para separar os conteúdos, como áudio, vídeo e imagens.

Edite o arquivo /etc/minidlna.conf:

sudo nano /etc/minidlna.conf <ENTER>

Procure a linha abaixo e deixe-a como mostrada:

# Specify the user name or uid to run as.
user=root

Descomente as seguintes linhas (tire o # do início da linha):

db_dir=/var/cache/minidlna
log_dir=/var/log

Procure essas linhas abaixo e coloque em friendly_name um nome que será mostrado no dispositivo quando este for conectar ao seu servidor DLNA (bote o que quiser, de preferência sem espaços, acentos e tal):

# Name that the DLNA server presents to clients.
# Defaults to "hostname: username".
friendly_name=DLNA_PC

Agora vamos mostrar duas formas de configuração dos arquivos que você vai querer disponibilizar na rede. Se você quer apenas vídeos, basta procurar essa seção do arquivo e colocar lá o caminho dos arquivos de vídeo:

media_dir=/home/seuusuario/Vídeos

Agora se você quiser disponibilizar arquivos de áudio e vídeo, você deve colocar o A (de áudio) e V (de Vídeo) e também P (para Pictures ou imagens) conforme mostrado abaixo:

media_dir=V,/home/seuusuario/Vídeos
media_dir=A,/home/seuusuario/Música

Lembrando que estamos configurando o servidor DLNA com os arquivos na máquina e nas pastas que já existem do usuário, como Música e Vídeos.

Agora salve o arquivo e edite o arquivo seguinte:

sudo nano /etc/default/minidlna <ENTER>

Procure a seguinte linha e deixe-a conforme abaixo:

# User and group the daemon should run as
USER="root"

Salve o arquivo. Agora vamos reiniciar o serviço e fazer com que a base de dados de arquivos seja atualizada:

sudo service minidlna restart <ENTER>
sudo service minidlna force-reload <ENTER>

Pronto, servidor ativo e funcionando. Basta ir na sua TV com acesso à rede (pode ser até aquelas que usam o chromecast), localizar o nome do seu servidor DLNA e pronto.

Só lembrando um detalhe, não esqueça que acentos e tamanhos de letras contam na hora de definir os caminhos dos arquivos. Vídeos (com acento), vídeos e Videos (sem acento) são coisas diferentes.

sábado, 14 de julho de 2018

Instalando o Vuze no Debian

Instalando o Vuze no Debian

O Vuze é um cliente de torrent que permite que você crie seus próprios torrents para compartilhamento de arquivos e ainda tem um "plus" de você poder visualizar arquivos de vídeos na sua tv com conexão na rede (recurso chamado de DLNA). Esse último é muito legal pois permite que máquinas que não tenham saída de tv específica ou vice-versa possam mostrar vídeos na tv. Esse recurso vem no Windows 8 e posterior mas não existe no Seven, por exemplo. Mas há programas que permite isso tanto no Windows quanto no Linux e vamos então ver o Vuze para isso.

O Vuze usa Java, então seria uma boa você fazer a instalação do Java como eu mostro aqui. Agora abra o Terminal e digite (não precisa ser root):

wget http://cf1.vuze.com/files/VuzeInstaller.tar.bz2 <ENTER>

Isso vai baixar o arquivo para a sua pasta de usuário raiz. Se der erro no link, clique aqui e faça o download via navegador, mas dessa vez o arquivo vai ser baixado na pasta Downloads do seu usuário, atente a isso.

Uma vez baixado o arquivo, vamos "instalá-lo" na pasta /opt do seu sistema:

sudo tar -xjvf VuzeInstaller.tar.bz2 -C /opt/ <ENTER>

Lembrando que esse comando é com o arquivo baixado na raiz da sua pasta de usuário. Depois disso, vamos dar a permissão necessária à execução do programa:

sudo chmod 777 /opt/vuze/ <ENTER>

Pronto, agora basta criar um atalho no seu menu de aplicativos ou mesmo no seu desktop conforme a sua possibilidade. Na pasta do programa há até um ícone maneiro do "sapinho azul" para você usar como atalho. Como eu uso o KDE, ficou assim:


Pronto, agora é só executar o programa.


O Vuze então é um programa de torrents como qualquer outro e não tem muito mistério a sua utilização. Mas se você quer usar o Vuze também como DLNA, vá no menu Ferramentas/Opções do programa, em Arquivos e defina a pasta em que os downloads serão colocados. Na minha instalação eu coloquei a pasta Vídeos que está na raiz do meu usuário:


Depois disso, em Minha Biblioteca, aparecerão os arquivos que você está compartilhando. Se for um vídeo, basta clicar com o botão direito no arquivo que você quer mandar para a tv, escolha Servidor de Mídia, escolha o dispositivo e divirta-se.


Veja que os arquivos que você disponibilizar precisa de um tracker e um arquivo torrent (o indexador) para alguém começar a baixar algo da sua máquina. Então não há problemas de você deixar os arquivos na sua máquina se você não quiser compartilhar com o resto do pessoal.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Instalando o Java 8 da Oracle no Debian

Instalando o Java 8 da Oracle no Debian

O Debian vem com a versão OpenJDK, que é uma versão opensource do Java para substituir o Java da Sun, mas há vezes em que é necessário o java da Sun (ou Oracle) para que aplicativos, plugins e jogos funcionem adequadamente. Vamos então ver como instalar o Java 8 no Debian, que não há nos seus repositórios.

Abra o Terminal como root e digite os seguintes comandos (cada comando em uma mesma linha):

echo "deb http://ppa.launchpad.net/webupd8team/java/ubuntu trusty main" | tee /etc/apt/sources.list.d/webupd8team-java.list <ENTER>

echo "deb-src http://ppa.launchpad.net/webupd8team/java/ubuntu trusty main" | tee -a /etc/apt/sources.list.d/webupd8team-java.list <ENTER>

Depois disso, dê o update do apt:

apt-get update <ENTER>

Digite o comando de instalação:

apt-get install oracle-java8-installer <ENTER>

Se aparecer um erro de pacote não autenticado, siga com a instalação assim mesmo: 


Concorde com o contrato e siga em frente:


O download e a instalação irão ser efetuados:


Uma vez terminada a instalação, precisamos definir qual é o Java principal do sistema. No Terminal, digite:

update-alternatives --config java <ENTER>


Basta então escolher o Java que você precisa estar ativo no seu sistema.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Dando privilégios de root a usuário comum

Dando privilégios de root a usuário comum

Em uma instalação normal do Debian (no Ubuntu o root estará lá mas não estará ativo), normalmente é criado um usuário root e um usuário padrão para uso no sistema. A criação do usuário root permite que o usuário comum tenha acesso administrativo ao sistema e assim pode instalar programas e coisas do tipo. É uma característica do Linux esse tipo de privilégio, pois se a máquina é utilizada por outras pessoas, elas não poderão fazer nada de "nocivo" ao sistema. O usuário root pode ser acessado usando-se no terminal o comando:

su - <ENTER>

Vai pedir a senha de root e, uma vez autenticado, o prompt passará de "$" para "#". Há também uma outra forma de se dar privilégios para o usuário comum e isso se faz usando-se o root, que é o sudo. Por padrão, o sudo não está ativo no sistema por não ter uma senha criada na instalação do sistema, então vc tem que criar a senha. Abra o Terminal, logue como root e digite:

passwd root <ENTER>

Digite a senha desejada, dê enter, repita-a e de enter de novo; pronto, sudo operacional. Caso dê algum erro, deve ser porque o sudo não está instalado, então instale-o e refaça o que foi mostrado:

apt-get install sudo <ENTER>

Agora vamos inserir o usuário que queremos dar poderes administrativos ao grupo Sudoers. Vá no prompt e digite:

gpasswd -a seuusuario sudo <ENTER>

onde seuusuario é o usuário que você quer dar tais permissões. Se o nome do usuário for perereca, então ficaria:

gpasswd -a perereca sudo <ENTER>

Depois disso, edite o arquivo /etc/sudoers:

nano /etc/sudoers <ENTER>

Procure essa parte:

# Allow members of group sudo to execute any command
%root ALL=(ALL:ALL) ALL

e troque o root pelo usuário desejado:

# Allow members of group sudo to execute any command
%perereca ALL=(ALL:ALL) ALL

Salve o arquivo.

O sudo pode ser usado na linha de comando com a seguinte sintaxe, por exemplo, para instalar um programa:

sudo apt-get install avidemux <ENTER>

A vantagem do sudo é que o comando, ao finalizar, volta ao prompt de comando como usuário comum ($) sem precisar dar o comando exit para sair do modo root como acontece com o comando su -, ou seja, você não precisa usar o su - para usar o sudo, basta usar o sudo na frente do resto do comando. Isso não afeta as outras contas que a máquina tiver, apenas a do usuário cujas configurações foram mostradas aqui.

Vamos ver agora como colocar mais "papagaiadas" no sudo. Muitas pessoas ficam "boladas" na hora de digitar a senha no Terminal e não sabem se estão digitando corretamente porque não aparece nada quando estão digitando. Vamos ver então como adicionar o opção de aparecer linhas ou asteriscos quando se está digitando a senha. Edite o arquivo /etc/sudoers e procure a opção:

Defaults env_reset

e deixe-a assim:

Defaults env_reset,pwfeedback

ou simplesmente acrescente uma segunda linha:

Defaults pwfeedback

Vamos criar uma mensagem personalizada para quando o usuário digitar a senha errada. Edite o arquivo /etc/sudoers e procure a linha (se não existir, crie-a):

Defaults        badpass_message

e deixe-a do seguinte modo:

Defaults        badpass_message="Você errou a senha, vou contar tudo para o meu papai!"

É claro que a mensagem em vermelho pode ser a que você quiser, hehehe...

Quando você usa o comando sudo, ele pedirá a senha no primeiro uso mas não a pedirá nos usos administrativos posteriores pelos próximos 5 minutos (isso na configuração padrão). Você pode mudar essa opção editando o arquivo sudoers e procurar essa parte:

Defaults    timestamp_timeout=5

Se não existir, crie-a. Você pode mudar então o tempo de expiração do sudo mudando o valor do timestamp. Uma boa medida é você colocar 0 (então a cada comando administrativo o usuário terá que digitar a senha) ou 1 para deixar o tempo de sessão para 1 minuto, do mesmo modo que você pode mudar para 20 ou mais, dependendo do que você precise.

Um detalhe: muitas vezes precisamos digitar um comando quilométrico e quando damos o enter, vemos que esquecemos de colocar o sudo na frente. Você pode repetir o último comando como sudo apenas digitando sudo !! dando enter logo depois e voilá.

Para quem tem mania de segurança, você pode criar um arquivo de log de uso do sudo. Edite o arquivo sudoers e coloque a seguinte linha na sessão dos Defaults:

Defaults        logfile="/var/log/sudo.log"

Se você quiser um log mais completo, com dados adicionais sobre as ações administrativas efetuadas com o sudo, coloque a seguinte linha:

Defaults        log_host,log_year,logfile="/var/log/sudo.log"

Eu já tinha publicado algo do tipo (para ver clique aqui) mas refiz o conteúdo para ficar mais abrangente...

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Editor HTML no Linux Blue Griffon

Editor HTML no Linux Blue Griffon

Tempos atrás (só uns 7 anos, hehehehe) eu botei aqui como instalar o editor de html Kompozer, mas era para o Ubuntu. Aqui vou falar do Blue Griffon, um editor de html equivalente (guardadas as devidas restrições) ao DreamWeaver do Windows. Há outros editores do tipo, como o Quanta Plus, Amaya e Eclipse, mas achei o Blue Griffon mais amigável pois ele não trabalha só com o código mas também com a edição visual das páginas web.

Ele não tem candidadto à instalação no Debian, então vamos baixar um pacote disponível para o Ubuntu. Vá nessa página e baixe o arquivo DEB para Ubuntu. Uma vez baixado, instale-o conforme a sua possibilidade, usando o GDebi, o gerenciador de pacotes que você tenha disponível no seu sistema ou via terminal como root:

sudo dpkg -i /home/pasta_de_usuário/Downloads/Nome_do_arquivo_deb <ENTER>

Se o seu nome de usuário dor piupiu e você baixou o arquivo deb na sua pasta de Downloads, então o comando ficaria:

sudo dpkg -i /home/piupiu/Downloads/bluegriffon-3.0.1.Ubuntu16.04-x86_64.deb <ENTER>

Se houver alguma mensagem de erro de dependências, basta digitar:

sudo apt-get install -f <ENTER>

Isso corrigirá a instalação, instalando os eventuais pacotes que estejam faltando para o programa funcionar.

Uma vez instalado, basta ir no menu de aplicativos e procurar pelo Bule Griffon:


O resto é com vocês aí, hehehehe...